quinta-feira, 10 de maio de 2012

VIGÉSIMO OITAVO CAPÍTULO (REI DAVI)




LADRÃO DE CORAÇÕES

Veja como alguém que sabe usar as emoções é capaz de roubar o coração das pessoas.
A Bíblia conta que Absalão, filho do Rei Davi, planejou em seu coração tomar o trono de Israel. Devido a uma grande mágoa que nutria do próprio pai, Absalão se tornou o maior inimigo do rei. Porém, como poderia o jovem obter o apoio do povo para reinar no lugar de seu pai, enquanto este ainda estava vivo? Como poderia o povo se voltar contra Davi, que lutou suas guerras sempre vitorioso, a quem tanto amava?
Absalão precisava ganhar o coração das pessoas para si. Veja como ele o fez (meus comentários estão em vermelho):
“Depois disto, Absalão fez aparelhar para si um carro e cavalos e cinquenta homens que corressem adiante dele.”
Vemos aqui que ele usou da ostentação (carro e cavalos) e do apoio de cinquenta homens para iniciar seu plano. O falso líder usa de bens materiais para subornar seus súditos e arrebanhar mais seguidores. O verdadeiro líder não está em busca de seguidores, mas de ajudar as pessoas. Assim, acaba se tornando líder pelo respeito que ganha delas.
“Levantando-se Absalão pela manhã, parava à entrada da porta; e a todo homem que tinha alguma demanda para vir ao rei a juízo, o chamava Absalão a si e lhe dizia: De que cidade és tu? Ele respondia: De tal tribo de Israel é teu servo.”
Absalão se colocava estrategicamente onde estavam as pessoas infelizes e insatisfeitas. Essas pessoas normalmente são alvos do ladrão de corações.
“Então, Absalão lhe dizia: Olha, a tua causa é boa e reta, porém não tens quem te ouça da parte do rei.”
Aqui Absalão fazia a pessoa sentir-se abandonada pelo rei, culpando-o dos problemas dela. O ladrão de corações quer sempre fazer com que a pessoa busque alguém para culpar por seus infortúnios, nunca fazer com que ela dependa de si mesma para mudar sua situação.
“Dizia mais Absalão: Ah! Quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo homem que tivesse demanda ou questão, para que lhe fizesse justiça!”
Depois de queimar a imagem do rei, Absalão exaltava a sua própria imagem, como o bonzinho da história. O ladrão de corações segue a mesma estratégia: se fazer de bom e queimar a imagem do verdadeiro líder.
“Também, quando alguém se chegava para inclinar-se diante dele, ele estendia a mão, pegava-o e o beijava.”
As pessoas se curvavam perante Absalão, por respeito a ele como filho do rei, mas ele estendia a mão para elas, as abraçava e beijava como quem dizia: “Levanta. Eu sou igual a você, sou seu irmão, seu amigo. Não sou como o rei que está longe e você nem sequer consegue vê-lo.” O ladrão de corações se faz amigo, gosta de abraçar, de fazer as pessoas se sentirem amadas e queridas. É claro que, na verdade, ele não está nem aí para elas, apenas está interessado em usá-las.
“Desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo e, assim, ele furtava o coração dos homens de Israel.” 2 Samuel 15.1-6
Desta maneira - com armas emotivas - Absalão roubou o coração do povo para si. Ao fim de quatro anos fazendo isso, conseguiu que a maioria de Israel o apoiasse, até mesmo pessoas mais íntimas do rei. E o inimaginável aconteceu: Absalão tomou o trono de Israel do próprio pai, o qual teve que fugir como se ele fosse o ladrão…
Você tem guardado o seu coração das emoções? Está protegido contra os que usam as emoções para tentar lhe manipular e avançar seus próprios interesses?
“Deveras, o meu povo está louco, já não me conhece; são filhos néscios e não inteligentes; são sábios para o mal e não sabem fazer o bem.” Jeremias 4.22

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